{"id":1292,"date":"2018-04-20T12:12:19","date_gmt":"2018-04-20T15:12:19","guid":{"rendered":"http:\/\/mzm.com.br\/blog\/?p=1292"},"modified":"2018-04-20T12:12:19","modified_gmt":"2018-04-20T15:12:19","slug":"coliving-uma-tendencia-urbana-em-compartilhamento-de-moradias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mzm.com.br\/blog\/em-alta\/coliving-uma-tendencia-urbana-em-compartilhamento-de-moradias\/","title":{"rendered":"Coliving: Uma tend\u00eancia urbana em compartilhamento de moradias"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1298\" src=\"http:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_destaque.jpg\" alt=\"coliving_destaque\" width=\"800\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_destaque.jpg 800w, https:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_destaque-300x150.jpg 300w, https:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_destaque-768x384.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>Viver em comunidade \u00e9 um ato que acompanha o ser humano desde as eras mais long\u00ednquas. A conviv\u00eancia em tribos e cl\u00e3s, no entanto, foi sendo adaptada \u00e0 vida urbana e ao aumento da densidade demogr\u00e1fica. As constru\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias supriram a necessidade de constru\u00e7\u00e3o de identidades e atenderam demandas privadas espec\u00edficas. Hoje, por\u00e9m, os resultados provocados por esse comportamento nos levam a refletir: ainda vale a pena manter uma moradia particular, com altos gastos e pouca socializa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Como alternativa, surge uma tend\u00eancia (n\u00e3o t\u00e3o nova) que pretende derrubar, al\u00e9m de paredes, a crise da falta de espa\u00e7os f\u00edsicos e os ideais de individualiza\u00e7\u00e3o e desperd\u00edcio. Trata-se do coliving, um movimento que estimula a integra\u00e7\u00e3o, a sustentabilidade e, claro, a colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas, afinal, o que \u00e9 coliving?<\/p>\n<p>Apesar de extremamente atual, o conceito de coliving teve origem em 1972. Tudo a partir de S\u00e6ttedammen, o primeiro projeto cohousing (termo similar ao coliving, que se refere ao compartilhamento de habita\u00e7\u00f5es) do mundo. Em uma comunidade com 35 fam\u00edlias, na Dinamarca, a ideia era manter as moradias privadas e compartilhar espa\u00e7os de conviv\u00eancia e atividades, como refei\u00e7\u00f5es e limpeza de ambientes, com o objetivo de estimular o relacionamento entre vizinhos.<\/p>\n<p>Acreditando nesse modelo de habita\u00e7\u00e3o, em 1988, o arquiteto norte-americano Charles Durrett passou a adotar a filosofia em empreendimentos nos Estados Unidos. At\u00e9 hoje mant\u00e9m a The Cohousing Company, uma organiza\u00e7\u00e3o que acredita no conv\u00edvio compartilhado como elemento essencial para uma sociedade mais sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u00c9 quase inevit\u00e1vel comparar o coliving a rep\u00fablicas estudantis, casas de repouso ou mesmo iniciativas de hospedagem compartilhada (movimento de aluguel tempor\u00e1rio de im\u00f3veis). No entanto, apesar de manter pensamentos comuns, o coliving apresenta diferen\u00e7as na pr\u00e1tica. A ideia de comunidade \u00e9 bastante forte e, geralmente, surge no momento de considera\u00e7\u00e3o das necessidades e compartilhamento de expertises de diferentes pessoas, que projetam im\u00f3veis em cocria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1299\" aria-describedby=\"caption-attachment-1299\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1299\" src=\"http:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_lilac.jpg\" alt=\"LILAC Cohousing, Inglaterra\" width=\"800\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_lilac.jpg 800w, https:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_lilac-300x150.jpg 300w, https:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_lilac-768x384.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1299\" class=\"wp-caption-text\">LILAC Cohousing, Inglaterra<\/figcaption><\/figure>\n<p>O manifesto coliving, criado pela Coliving.org, resume bem os principais fundamentos desse movimento:<\/p>\n<p>\u2022Comunidade em harmonia com a individualidade<br \/>\n\u2022Aproxima\u00e7\u00e3o de pessoas e troca de experi\u00eancias<br \/>\n\u2022Consumo pensado na colabora\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u2022Proje\u00e7\u00e3o compartilhada de resid\u00eancias<br \/>\n\u2022Economia de recursos naturais<br \/>\n\u2022Divis\u00e3o de decis\u00f5es e tarefas<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel notar que todas as bases do coliving se aproximam dos ideais de reaproveitamento e consumo consciente. Isso se assemelha bastante \u00e0 cultura da economia colaborativa, uma tend\u00eancia que ganha cada vez mais for\u00e7a.<\/p>\n<p>Para quem se destina o coliving?<\/p>\n<p>De modo geral, \u00e9 comum que iniciativas de coliving tendam a atrair um p\u00fablico mais jovem. Este demonstra-se mais disposto a assumir novos modos de vida. A maior parte dos novos empreendimentos que seguem o movimento, como o The Collective, em Londres, s\u00e3o projetados para jovens e aut\u00f4nomos. Eles buscam espa\u00e7os inteligentes para troca de experi\u00eancias, aprimoramento de habilidades e oportunidades profissionais. Misturam-se, muitas vezes, com espa\u00e7os de coworking \u2013 ambientes de trabalho compartilhados.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1300\" src=\"http:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_the-collective.jpg\" alt=\"coliving_the-collective\" width=\"800\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_the-collective.jpg 800w, https:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_the-collective-300x150.jpg 300w, https:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_the-collective-768x384.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>No Brasil, o conceito de coliving vem sendo ativado pela arquiteta Lilian Lubochinski, fundadora da Cohousing Brasil, uma consultoria para projetos na \u00e1rea. Uma das ideias da organiza\u00e7\u00e3o, inclusive, \u00e9 criar espa\u00e7os de coliving para idosos, seguindo uma tend\u00eancia j\u00e1 existente nos Estados Unidos e Canad\u00e1. Assim como para o p\u00fablico jovem, a ideia \u00e9 proporcionar espa\u00e7os de conviv\u00eancia acess\u00edveis e que atendam necessidades do p\u00fablico-alvo. J\u00e1 iniciativas como a Casoca, por exemplo, baseada no Rio de Janeiro, pretendem focar em experi\u00eancias de coliving que investem na educa\u00e7\u00e3o colaborativa de crian\u00e7as.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1297\" src=\"http:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_casoca.jpg\" alt=\"coliving_casoca\" width=\"800\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_casoca.jpg 800w, https:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_casoca-300x150.jpg 300w, https:\/\/mzm.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/coliving_casoca-768x384.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>Fato \u00e9: iniciativas de coliving t\u00eam ganho muitos adeptos e empreendimentos pelo mundo. No Brasil, ainda h\u00e1 poucos projetos nas grandes cidades, mas muitos estudos em andamento, o que demonstra o potencial do pa\u00eds em abra\u00e7ar essa tend\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Fonte: agenciaaddress.com<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viver em comunidade \u00e9 um ato que acompanha o ser humano desde as eras mais long\u00ednquas. A conviv\u00eancia em tribos e cl\u00e3s, no entanto, foi sendo adaptada \u00e0 vida urbana e ao aumento da densidade demogr\u00e1fica. As constru\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias supriram a necessidade de constru\u00e7\u00e3o de identidades e atenderam demandas privadas espec\u00edficas. 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